quarta-feira, 18 de abril de 2012

Domingo, 5 de fevereiro

Sentei-me na cama logo que abri os olhos ao acordar. Minha vontade de voltar aos dezessete era incontrolável. Resolvi viajar por conta à Transilvânia. Precisava resgatar aqueles tempos maravilhosos. Me levantei da cama num salto, andei saltitante até o banheiro, lavei meu rosto, penteei os cabelos, escovei os dentes. Desci pra cozinha, tomei meu café da manhã. Meu celular tocou. Corri para atendê-lo.
- Alô? - Eu estava animada.
- Bom dia, minha princesa. - Minha mãe estava feliz.
- Mamãe! Como você está? - Eu comecei, alegre.
Continuamos a conversar enquanto eu me trocava - Deixei o celular no alto-falante; assim eu a ouvia de longe.
Terminei de me vestir, minha mãe desligou o celular, eu também.
Peguei o telefone e liguei para Dominic, mas caía na caixa postal. Achei estranho e tentei outra vez. A mesma coisa aconteceu. Larguei o telefone, peguei minha bolsa e saí. Meu destino era a casa dos D'mitri. Sim, eu ia mesmo chegar sem avisar.
Praticamente invadi a propriedade deles, sem avisar ninguém.
- Emy. É bom ver você, mas o que faz aqui? - Ângela estava perto da porta e me encarou abismada.
- Onde está seu irmão? - Eu estava começando a me chatear.
- Tá lá em cima, mas... - Eu nem a deixei terminar.
Subi as escadas correndo, ouvi umas batidas fortes, que sentia na caixa torácica. Segui um barulho e entrei numa espécie de sala de ginástica. Dominic estava com os olhos negros, socando um saco de pancada. Provavelmente reforçado.
- Dominic... - Eu murmurei.
Ele não pareceu me ouvir, continuou irritado, descontando a ira nos punhos. Ele estava vestindo uma regata, que deixava à mostra as veias dos braços salientes. Seu maxilar estava travado em uma mordida brutal, seus olhos choravam raiva.
- Dominic! - Eu gritei.
Ele olhou pra mim, com raiva nos olhos negros, e voltou a socar o saco.
Ângela chegou correndo.
- Emy, acho melhor você ir embora. - Ela me encarou com os olhinhos tristes.
- Não, Andy. Não vou sair daqui sem falar com ele. - Me aproximei dele.
Eu respirei profundamente, tentando me acalmar. Toquei seu ombro, ele parou. Se ajoelhou no chão e começou a chorar.
- Vai embora daqui! - Ele murmurou.
- Desculpa, mas não vou. - Eu me agachei ao seu lado.
Ele escondeu o rosto.
- O que está acontecendo? - Eu o fitei.
- Ainda pergunta...? - Ele estava mesmo irritado.




Talvez Continua...



Dedicado à Ágata, a menina que me ajuda a postar isso aqui... Te amo, amiga! ♥

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